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Vereadores terão apresentar relatório com resultado das viagens

  • Foto do escritor: Alexandre Ribeiro Carioca
    Alexandre Ribeiro Carioca
  • 11 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Os vereadores de Jales devem comprovar imediatamente que as conquistas que teriam sido obtidascom as dispendiosas viagens feitas praticamente toda semana a São Paulo e Brasília-DF. As informações devem ser enviadas para o Legislativo em relatórios por escrito e devem conter alguma comprovação da conquista, seja ofícios recebidos ou até

mesmo planilhas contendo a ação (conquista), o nome do responsável pela destinação

assim como o valor destinado.


A determinação partiu da Presidência da Câmara e segue itens do Procedimento

Preparatório de Inquérito Civil nº 0311.0000495/2025 aberto pelo Ministério Público

para apurar eventuais ilegalidades na concessão de diárias aos vereadores de Jales.

(leia abaixo).

“Vimos pelo presente ofício solicitar o encaminhamento a esta casa informações

sobre a efetivação dessas viagens traduzidas por conquistas efetuadas através de

emendas parlamentares, veículos, implementos, equipamentos e etc que beneficiaram

o município ou instituições aqui estabelecidas oriundas dos deslocamentos

possibilitados por viagens através de adiantamentos, diárias ou ambos, concedidas

pelo legislativo neste exercício de 2025”.

Bruno e Paula durante uma das inúmeras viagens à ALESP
Bruno e Paula durante uma das inúmeras viagens à ALESP

VEJA AQUI O OFÍCIO ENVIADO AOS VEREADORES


O ofício com o pedido de comprovação foi assinado em 6 de novembro às 8h31 pelo

presidente da Câmara, Bruno de Paula, o vereador que mais faturou com diárias (mais

de 24 Salários Mínios e meio), por isso, é um dos alvos do Ministério Público.

Ele alega que tem atendido aos pedidos de liberação para viagens e de diárias

efetuadas pela quase totalidade dos vereadores, e considera “os atuais e possíveis

futuros questionamentos por parte do Ministério Público do Estado de São Paulo

além daqueles efetuados por parte da imprensa local”.

As supostas conquistas obtidas com as numerosas e dispendiosas diárias são de difícil

comprovação, uma vez que raramente os pedidos dos vereadores são atendidos e a

absoluta maioria das viagens não resulta em nada. Apenas gastos para os cofres

públicos.


COMPROVAÇÃO NÃO SATISFAZ PEDIDO DO PROMOTOR


O possível fornecimento das informações pedidas pelo presidente não eximem ele

mesmo, que já ganhou R$ 37.290,82 (equivalente a 24 Salários Mínimos e meio) por

11 viagens que fez este ano. Bem mais do que os R$ 24.072,22 que a Câmara gastou

o ano passado inteiro.

Uma das viagens que o MP deve investigar aconteceu no dia 15 de outubro, quando o

vereador Bruno de Paula recebeu R$ 2.879,60 a título de diária sob a alegação de que

iria participar de uma audiência na ALESP com o deputado Carlão Pignatari.

No período, o deputado citado estava licenciado por conta de uma cirurgia e não

estava comparecendo à ALESP.

O fornecimento das comprovações não atende integralmente o pedido do promotor

Daniel Azadinho que também oficiou a Bruno de Paula para que a Presidência forneça

todos os documentos que instruíram o processo legislativo da Resolução nº 1/2025

(que instituiu o esquema de diárias); Informe qual o valor concedido a cada um dos

vereadores municipais a título de diárias de viagens no período compreendido entre 3

de fevereiro de 2025 até a presente data;Informe as justificativas apresentadas por

cada um dos vereadores solicitantes para receberem as referidas diárias; Forneça

cópias de todos os documentos que comprovem a efetiva atividade legislativa

desempenhada por cada um dos vereadores contemplados com as diárias recebidas

durante o período mencionado, ou seja, de 3 de fevereiro até agora; Forneça cópias de

todos os documentos que comprovem os gastos efetivos suportados por cada um dos

vereadores contemplados com as diárias recebidas no período mencionado, ou seja,

de 3 de fevereiro até agora; Forneça cópias de todos os documentos administrativos

referentes às restituições aos cofres públicos dos valores concedidos a cada um dos

vereadores no período mencionado, de 3 de fevereiro até agora, e não gastos nas

viagens realizadas. Ou seja, quanto cada vereador devolveu aos cofres da Câmara de

excedente não usado pelos vereadores nas viagens.

O promotor também pediu que seja juntado aos autos a Lei Orgânica do Município de

Jales o Regimento Interno da Câmara Municipal e o Regime Jurídico Único dos

Servidores Públicos do Município de Jales.

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