Dom Reginaldo participa da 62ª Assembleia Geral da CNBB na próxima semana
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Entre os dias 15 e 24 de abril, os bispos do Brasil estarão reunidos no
Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para
a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), um momento de convivência, oração e definições importantes
para a missão da Igreja Católica no país para os próximos anos.
O Estatuto da CNBB estabelece que a Assembleia tem a finalidade de
realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus”. Nesse
encontro, serão tratados assuntos pastorais relacionados à missão da Igreja
e aos problemas das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da
evangelização.

O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da
Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização
adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o
texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses,
pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e
aprovado.
As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da
Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua
atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas
para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do
Evangelho.

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas
prioritários, 20 temais diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O
encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece
nos primeiros dias de assembleia.
TEMAS
Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre
os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de
implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de
textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos
vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para
2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa
Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85
CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.
PARTICIPANTES
São convocados para a Assembleia Geral da CNBB os membros da
Conferência: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos auxiliares e
coadjutores. Os bispos eméritos, administradores diocesanos e
representantes de organismos e pastorais da Igreja são convidados.
Atualmente, a Igreja Católica no Brasil possui 281 dioceses. O número de
bispos no país é de 497, dos quais 324 estão no exercício do governo
pastoral de alguma diocese/arquidiocese e outros 173 são bispos eméritos.
Desse total, 373 bispos estão inscritos na 62ª Assembleia Geral da CNBB.
NOVAS DIRETRIZES
As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil
(DGAE) é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla
escuta, participação e discernimento em chave sinodal. Ao longo desse
percurso, dois marcos se destacam como referências fundamentais: a carta
dos bispos à Igreja no Brasil, que deu início ao processo, e a mensagem
enviada pelo Papa Francisco ao episcopado brasileiro, que confirmou e
encorajou o caminho adotado.
Ainda em 2022, durante a 59ª Assembleia Geral, os bispos brasileiros
divulgaram uma carta à Igreja no Brasil apresentando o itinerário de
construção das novas Diretrizes. Mais do que um cronograma, o
documento expressou uma escolha clara: trilhar um caminho sinodal, com
ampla participação do Povo de Deus. O Papa Francisco confirmou esse
processo de elaboração, manifestando alegria e destacando seu caráter
sinodal.
Em março deste ano de 2026, o Conselho Permanente da CNBB recebeu a
versão final das Diretrizes, considerada uma das mais abrangentes. O
documento está estruturado em seis capítulos, abordando desde a imagem
da comunidade como “tenda” até compromissos sinodais concretos.
O objetivo geral do texto, ainda a ser aprovado, é “evangelizar, anunciando
Jesus Cristo, como Igreja sinodal sustentada pela Palavra e pelos
sacramentos”, com forte ênfase na missão, na comunhão e na participação.











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