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Dom Reginaldo participa da 62ª Assembleia Geral da CNBB na próxima semana

  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

Entre os dias 15 e 24 de abril, os bispos do Brasil estarão reunidos no

Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para

a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

(CNBB), um momento de convivência, oração e definições importantes

para a missão da Igreja Católica no país para os próximos anos.

O Estatuto da CNBB estabelece que a Assembleia tem a finalidade de

realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus”. Nesse

encontro, serão tratados assuntos pastorais relacionados à missão da Igreja

e aos problemas das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da

evangelização.



O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da

Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização

adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o

texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses,

pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e

aprovado.

As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da

Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua

atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas

para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do

Evangelho.


Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales, participa da 62ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida-SP de 15 a 24 de abril
Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales, participa da 62ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida-SP de 15 a 24 de abril

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas

prioritários, 20 temais diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O

encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece

nos primeiros dias de assembleia.

TEMAS

Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre

os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de

implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de

textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos

vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para

2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa

Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85

CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.

PARTICIPANTES

São convocados para a Assembleia Geral da CNBB os membros da

Conferência: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos auxiliares e

coadjutores. Os bispos eméritos, administradores diocesanos e

representantes de organismos e pastorais da Igreja são convidados.

Atualmente, a Igreja Católica no Brasil possui 281 dioceses. O número de

bispos no país é de 497, dos quais 324 estão no exercício do governo

pastoral de alguma diocese/arquidiocese e outros 173 são bispos eméritos.

Desse total, 373 bispos estão inscritos na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

NOVAS DIRETRIZES

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil

(DGAE) é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla

escuta, participação e discernimento em chave sinodal. Ao longo desse

percurso, dois marcos se destacam como referências fundamentais: a carta

dos bispos à Igreja no Brasil, que deu início ao processo, e a mensagem

enviada pelo Papa Francisco ao episcopado brasileiro, que confirmou e

encorajou o caminho adotado.

Ainda em 2022, durante a 59ª Assembleia Geral, os bispos brasileiros

divulgaram uma carta à Igreja no Brasil apresentando o itinerário de

construção das novas Diretrizes. Mais do que um cronograma, o

documento expressou uma escolha clara: trilhar um caminho sinodal, com

ampla participação do Povo de Deus. O Papa Francisco confirmou esse

processo de elaboração, manifestando alegria e destacando seu caráter

sinodal.

Em março deste ano de 2026, o Conselho Permanente da CNBB recebeu a

versão final das Diretrizes, considerada uma das mais abrangentes. O

documento está estruturado em seis capítulos, abordando desde a imagem

da comunidade como “tenda” até compromissos sinodais concretos.

O objetivo geral do texto, ainda a ser aprovado, é “evangelizar, anunciando

Jesus Cristo, como Igreja sinodal sustentada pela Palavra e pelos

sacramentos”, com forte ênfase na missão, na comunhão e na participação.

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