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Artigo semanal da Dicoese de Jales: Jubileu Diocesano dos Catequistas: Catequistas de Esperança

  • Foto do escritor: Alexandre Ribeiro Carioca
    Alexandre Ribeiro Carioca
  • 29 de ago.
  • 3 min de leitura

O Ano Jubilar de 2025, com o tema "Peregrinos de Esperança" convida-nos a uma

profunda reflexão sobre a nossa jornada de fé. A carta de São Paulo aos Romanos, com

a poderosa afirmação "a esperança não decepciona" (Rm 5,5), serve como farol para essa peregrinação.

Para os catequistas, o Jubileu adquire um significado especial. A celebração do Jubileu

dos Catequistas da Diocese de Jales, no Dia do Catequista, 31 de agosto, é um

momento de renovação e de aprofundamento da vocação. Os catequistas são, por

excelência, peregrinos de esperança, encarregados de semear essa virtude nos corações

de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Eles caminham ao lado dos que buscam a

fé, apontando para o Cristo, a fonte de toda esperança.

A esperança, para São Paulo, não é um otimismo vazio. Ela nasce da tribulação, da

perseverança e da experiência do amor de Deus. É essa esperança, que na missão de

evangelizar, os catequistas são chamados a testemunhar. Ao narrar as histórias bíblicas,

ao explicar os sacramentos e ao partilhar a sua própria fé, os catequistas não apenas

transmitem um conhecimento, mas acendem uma chama de esperança que resiste às

dificuldades da vida, conduzindo os catecúmenos, catequizandos e crismandos ao

seguimento de Jesus, tornando-se discípulos do Mestre Jesus.

Para realizar a sua missão de formar novos discípulos e discípulas de Jesus, os

catequistas devem ser mistagogos, ou seja, aqueles que conduzem ao Mistério de

Salvação, que tem como centralidade o próprio Cristo. Os catequistas mistagogos são

aqueles que falam ao coração e guiam no caminho de fé, não apenas transmitindo

doutrinas e normas, mas conduzindo os catecúmenos, catequizandos e crismandos a

uma experiência profunda e transformadora.

Os catequistas devem ser mistagogos da oração, que, em primeiro lugar mergulham na

experiência do mistério de Cristo, para se tornarem discípulos da oração, que

aprendem na escola de Cristo a criar intimidade com Deus para, então, tornarem-se

mestres na oração e de oração, conduzindo crianças, adolescentes, jovens e adultos à

experiência profunda de fé em Cristo.

Em um mundo de incertezas, os catequistas devem ser mistagogos de esperança, que

aprendem a esperar em Deus e colocar toda a sua confiança, deixando seus corações

serem preenchidos de plenitude e felicidade, porque sabe que Ele não decepciona. Eles

fortalecem a fé na providência divina e na promessa da vida eterna, ajudando os

catecúmenos, catequizandos e crismandos a enfrentarem os desafios com coragem e

confiança.

Através do seu próprio testemunho de vida, eles mostram que a esperança não é um

otimismo ingênuo, mas uma certeza enraizada na vitória de Cristo sobre a morte. Eles

inspiram os catecúmenos, catequizandos e crismandos a viver com a certeza de que a

última palavra não é a do sofrimento, mas a do amor e da vida plena em Deus.

O Jubileu de 2025 é, portanto, um convite para que todos os catequistas renovem seus

compromissos de serem um sinal vivo de esperança. É um tempo de olhar para o

passado com gratidão, para o presente com paixão e para o futuro com a certeza de que

a promessa de Deus se cumprirá. Ser peregrino de esperança é confiar que, apesar das

incertezas do mundo, o amor de Deus jamais nos abandona. E é essa certeza que os

catequistas são chamados a partilhar com todos os que encontram em seus caminhos.

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Padre Claudemir Ortunho

Assessor Diocesano da Catequese – Diocese de Jales

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