Jales fecha primeiro mês do ano com saldo positivo de empregos
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O balanço do novo Cadastro Geral de Empregado e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que Jales começou
bem o ano quando ao assunto é geração de empregos. O saldo de Jales foi
de 14 vagas em janeiro, com estoque de trabalhadores com carteira
assinada de 12.444 registrados. O balanço é resultado de 499 admissões e
485 desligamentos.
A evolução do mercado de trabalho fica evidente quando comprado com
janeiro de 2025. Naquele mês, o saldo tinha sido de 16 vagas perdidas. Uma
evolução de 30 novas vagas.
O resultado só não foi melhor porque o setor do Comércio registrou 25
demissões. O movimento negativo, contudo, é típico dos meses de janeiro,
quando há um arrefecimento na geração de empregos decorrente da
acomodação do mercado depois do movimento alto do fim do ano.
O setor e Serviços teve saldo positivo de 31 novas vagas. A Agropecuária 5
novas vagas, número próximo da Indústria que teve 4 novas vagas. A
Construção Civil foi o único setor que teve saldo negativo, menos 1 vaga
disponível.

O Brasil gerou 112.334 novos empregos com carteira assinada em janeiro de
2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. No
acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram
gerados mais de 1,22 milhão de novos postos formais. Com isso, o estoque
total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57
milhões de trabalhadores formalizados.
Em janeiro deste ano, 18 das 27 unidades da Federação tiveram saldos
positivos. Os destaques foram Santa Catarina, com 19 mil postos, Mato
Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306), cada uma
com mais de 18 mil novos empregos com carteira assinada gerados no mês.
O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país. A região
com maior número de novos empregos formais em janeiro de 2026 foi a Sul,
com saldo de 55,7 mil, seguida pela Centro-Oeste, que registrou 35,4 mil, e a
Sudeste, com 13,3 mil vagas. A região Nordeste apresentou saldo positivo
de 6,1 mil postos, enquanto na Norte foi de 1,7 mil.
No primeiro mês do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de
atividades econômicas registraram saldos positivos. A Indústria liderou, com
a abertura de 54.991 postos. Em seguida aparecem os setores da
Construção (50.545), de Serviços (40.525) e da Agropecuária (23.073). O
número de empregos com carteira assinada criados em todo o país só não
foi maior porque, em decorrência da sazonalidade no pós-festas de fim de
ano, verificou-se um saldo negativo no Comércio, de 56.800 postos.
No recorte populacional, os homens ocuparam, em janeiro, a maioria das
vagas formais geradas no país. Eles foram responsáveis por preencher
94,53 mil postos, enquanto as mulheres ocuparam 17,79 mil vagas. Na
análise por faixa etária, adolescentes e jovens de até 24 anos ocuparam
99,5% dos postos: 111,80 mil vagas. Levando-se em conta o nível de
escolaridade, as pessoas com nível médio completo foram as que mais
preencheram vagas em janeiro (69,61 mil), seguidas daquelas com nível
médio incompleto (12,76 mil). No quesito raça, a maior parte dos postos foi
preenchida por pessoas pardas (76,56 mil), seguidas das brancas (33,56
mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).
SÃO PAULO
São Paulo aparece em 5º lugar com 16.451 em janeiro e 286.743 em 12
meses. O Estado registrou o maior salário de admissão em seis anos. Os
dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, o saldo de vagas no estado teve alta
de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado de São
Paulo teve ainda o maior salário médio de admissão em janeiro desde 2020,
quando o Novo Caged substituiu o antigo Caged, integrando dados do
eSocial, Caged e Empregador Web para monitorar o emprego formal
mensalmente. O valor foi de R$ 2.702,76, alta de 2,75% em relação a
dezembro de 2025 e de 1,93% em relação ao mesmo mês de 2025.
Além disso, o salário de admissão no estado de São Paulo foi o maior do
Brasil em janeiro, seguido por Distrito Federal (R$ 2.575,45), Mato Grosso
(R$ 2.421,85) e Rio de Janeiro (R$ 2.409,30). No Brasil, o salário foi de R$
2.389,50, e no Sudeste, de R$ 2.551,61.
Na pesquisa entram dados apenas de trabalhadores com carteira assinada,
portanto, com direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esses
dados são enviados pelas empresas contratantes ao governo federal. E a
pesquisa mensal analisa os salários de admissão, ou seja, o que é pago no
momento da contratação.
O setores que mais criaram vagas em janeiro no estado de São Paulo foram
Indústria (21.528), Construção (15.934) e Serviços (3.001).
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, uma
variação positiva de R$ 77,02 (+3,3%) em relação a dezembro do ano
passado (R$ 2.312,76). Em comparação com janeiro de 2025, o aumento foi
de R$ 41,58 (+1,77%)











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