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NÃO COMPRE! Grupo que vende canetas no centro de Jales é de Ibaté e não trabalha para o HCâncer

January 12, 2019

A Polícia Militar de Jales abordou, na tarde desta sexta-feira, 11 de janeiro, um grupo de pessoas que vendia canetas na região central da cidade. A suspeita era de estelionato. O grupo era composto por pelo menos duas mulheres e dois homens, mas há relatos de que até um adolescente estaria entre eles. Todos usavam jalecos brancos. Os homens abordavam as pessoas em frente a agências bancárias e lugares de grande circulação, enquanto a mulher parecia coordenar o grupo e guardar o estoque.  Eles ofereciam, às vezes de forma insistente, as canetas por preços variados (entre R$ 5 e R$ 7) sob o argumento de que seria “para ajudar o Hospital de Câncer”. Inúmeras pessoas confirmam a informação. Há relatos de que o grupo teria conseguido refeições usando o argumento de que estavam “em campanha” para arrecadar verba para auxiliar os portadores de câncer.

 

A reportagem apurou que eles são funcionários de uma empresa chamada Via Leal, com sede em Ibaté, região central do Estado de São Paulo, e que ao contrário do argumento que usam para facilitar a venda dos objetos, não têm qualquer relação com o Hospital de Câncer ou alguma entidade associada à instituição na região.

Depois do alerta feito pelo site Jales Notícias, através do Facebook, surgiram inúmeros relatos que confirmam a forma de atuação do grupo. A Polícia Militar, então, fez a abordagem dos vendedores para averiguação, porém, não foi lavrado o Boletim de Ocorrência porque eles teriam apresentado documentação que comprovaria que estavam atuando em nome da empresa.

A proprietária da empresa, Simony Vianna, entrou em contato com a reportagem para endossar o que seus funcionários disseram à polícia. Segundo ela, a Via Leal é uma empresa legalizada com sede em Ibaté e que repassa 30% do que lucra para a ABACC (Associação Brasileira dos Amigos Portadores do Câncer), com sede em bebedouro, a 130 quilômetros de distância da sua empresa.

 

A reportagem descobriu, através de uma pesquisa na internet, que existe uma ABACC localizada na rua Edmundo Vergilio, 73, em Bebedouro – SP. A pesquisa apontou que o telefone da associação é (17) 3342-4181, mas não foi possível conferir as informações.

“A gente não tem parceria nenhuma e nenhum vendedor está autorizado a usar [o nome do] Hospital do Amor”, disse.

Ela negou que estivessem pedindo donativos para o Hospital de Amor, mas apenas para auxiliar no tratamento da doença.

A versão é diferente da citada pelas pessoas abordadas. E a indumentária também não deixa dúvidas. Os homens vestem jaleco branco semelhante ao usado pelos funcionários do hospital, usam perucas coloridas iguais às de pessoas que realizam atividades voluntárias de animação nos hospitais.

DISFARCE

Ainda que as pessoas abordadas tenham “entendido errado”, como sugeriu a proprietária da empresa, a “fantasia” dos funcionários certamente tem o objetivo de convencer os transeuntes de que eles estão puramente arrecadando dinheiro para o tratamento da doença. Dificilmente, sem essa cortina de fumaça, os funcionários da empresa conseguiriam vender canetas de qualidade duvidosa por R$ 7,00. Também pesa contra a justificativa da empresa o fato de que algumas pessoas relataram não ter levado caneta alguma, mas apenas feito a doação do dinheiro como forma de “ajudar o hospital”.

PRECEDENTES

 

Basta uma rápida busca na internet para se descobrir diversas notícias de ocorrências de grupos que usam indevidamente o nome de ONGs e do próprio Hospital de Câncer. 

Uma delas, na qual oito funcionários (quatro homens e quatro mulheres) da empresa Via Leal, a mesma que atuava em Jales nesta semana, foram levados para a Delegacia de Polícia em Salto-SP.

Segundo informações da Polícia Militar, o grupo agia exatamente com em Jales. Vestia jalecos brancos e usava perucas para chamar a atenção dos possíveis doadores.

Ainda de acordo com informações da PM, os suspeitos abordavam as pessoas, principalmente idosos, dizendo ser representantes de uma instituição de apoio a pacientes com câncer. No crachá, se identificavam como sendo da Associação Brasileira dos Amigos Portadores de Câncer (ABAPC).

Após uma denúncia anônima, os policiais desconfiaram do grupo e decidiram pesquisar o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) apresentado como empresa parceira da ONG. Após a consulta, descobriram que o registro era de outra empresa.

A REPORTAGEM DO CASO PODE SER VISTA AQUI

A Assessoria do Hospital de Amor informou que não vende produtos nas ruas ou pede doações em dinheiro para populares e acrescentou que já fez algumas queixas na polícia e registrou Boletins de Ocorrência contra pessoas que oferecem produtos sob o argumento de que atuam em favor do hospital.

As campanhas autorizadas pelo hospital podem ser conferidas no site da entidade https://www.hcancerbarretos.com.br/ onde também é possível fazer doações.  

       

 

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