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Uma Mulher Vestida de Sol - Padre Júnior Lucato

Artigo Semanal da Dicoese de Jales

A Mulher Vestida de Sol com a lua debaixo dos pés e a cabeça ornada com uma coroa de doze estrelas do Apocalipse, é símbolo da Igreja, novo povo de Deus, mas também representa a Virgem Maria. Esta mulher é imagem da Igreja terrena e ao mesmo tempo da Igreja Celeste, pois a Igreja aqui nesta terra suporta os sofrimentos e perseguições, mas jamais sucumbirá aos poderes deste mundo. No final existe a certeza da Vitória, sendo que a Igreja, a Mulher coroada de doze estrelas, é imagem da esposa de Cristo na sua perfeição escatológica.

A Virgem Maria, também vista na imagem da mulher vestida de sol é um exemplo para todos nós; ela foi assunta ao Céu, porque se declarou serva. Toda a sua vida de humildade se manifesta em seu modo de viver: a perfeita modéstia, sua pobreza voluntária, a obediência sublime e o silêncio profético. Toda plena de graça, ela não se engrandecia diante desta tão magnifica elevação.

Em Maria fica claro o projeto de Deus para cada pessoa que se adere a Cristo pela Fé. Ao contemplar a Santidade de Maria, aprende-se o caminho para buscar a própria santificação. São Bernardo de Claraval, diz que “A Virgem Maria, é ela mesma o caminho real pelo qual veio a nós o Salvador. Devemos procurar ir ao encontro do Salvador pelo mesmo caminho pelo qual ele veio a nós”.

A mulher vestida de Sol é a expressão mais bela da Glorificação de Maria, aquela que foi assunta de corpo e alma aos céus. A Assunção é a glorificação corporal antecipada da Santíssima Virgem, em razão dos méritos do seu Filho Jesus Cristo.

A Glorificação de Maria se relaciona com a sua Maternidade e, portanto, com a nossa Redenção. “Entretanto, a Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor (cfr. 2 Ped. 3,10)”.(Lumen gentium, 68)

Ao comtemplar tão grandioso mistério, alegremo-nos com a humilde certeza de que Maria sempre intercedeu pela Igreja peregrina neste mundo. Elevada aos céus Ela continua sendo o refúgio dos cristãos, o auxílio dos pecadores, a advogada nossa que com um olhar misericordioso nos mostra Jesus, Caminho, Verdade e Vida.

A intercessão da Mãe de Deus perdura sem interrupção, desde o seu consentimento na Anunciação do Anjo (cf. Lc 1,38) e que se manteve inabalável aos pés da cruz (cf. Jo 19,25), até a consumação eterna de todos os eleitos. Com essa consciência de fé, aIgreja invoca a Virgem Maria assunta aos céus, com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro e medianeira, consciente de que esses títulos e invocações nada tiram nem acrescentam à dignidade e eficácia do único Mediador, que é Jesus Cristo.

São Bernardo de Claraval, apresenta-nos de maneira magnifica a alegria do céu que se reflete na terra com a Assunção da Virgem Mãe: “Hoje a Virgem Maria sobe, gloriosa, ao Céu. É o cúmulo de alegria dos Anjos e dos Santos. Com efeito, se uma simples palavra sua de saudação fez exultar o menino que ainda estava no seio materno (Lc 1, 44), qual não terá sido o júbilo dos Anjos e dos Santos, quando puderam ouvir a sua voz, ver o seu rosto, e gozar da sua presença abençoada! E para nós, irmãos bem-amados, que festa a da sua assunção gloriosa, que motivo de alegria e que fonte de júbilo temos hoje! A presença de Maria ilumina o mundo inteiro, a tal ponto resplandece o céu, irradiado pelo brilho desta Virgem plenamente santa”. (1º Sermão Para a Assunção da B. Virgem Maria).

Jales, 18 de agosto de 2022.

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