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PRECISAMOS FALAR COM O CORAÇÃO PARA TERMOS UMACOMUNICAÇÃO ABERTA

Artigo semanal da Diocese de Jales



Padre José Antonio Soares, Assessor Diocesano da Pastoral da Comunicação

Como diz o Papa Francisco: “Foi o coração que nos moveu para ir, ver e escutar, e é o coração que nos move para uma comunicação aberta e acolhedora”. Uma comunicação aberta ao diálogo com o outro, que colabora na superação das polarizações

e debates desnecessários. É um esforço que é exigido de todos, mas em particular dos agentes e profissionais da comunicação chamados a exercer a sua profissão como dom, usando a comunicação como ponte e não como muro. Os comunicadores podem assumir

a missão de construir um futuro mais justo, mais fraterno e mais humano.

“Falar com o coração. ‘Testemunhando a verdade no amor’(Ef 4, 15)”, este é o

tema escolhido pelo Papa Francisco para a celebração do 57º Dia Mundial das

Comunicações Sociais. A mensagem foi divulgada em 24 de janeiro, memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. O Dia Mundial das Comunicações será

celebrado este ano em 21 de maio de 2023, quando na liturgia dominical a Igreja faz

memória da Ascensão do Senhor Jesus.

O tema está idealmente ligado ao Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2021

e 2022, e quer fazer parte do caminho que levará toda a Igreja à celebração do Sínodo de

outubro de 2023. Depois de ter refletido, nos anos anteriores, sobre os verbos «ir e ver» e

«escutar», como condição necessária para uma boa comunicação, a emergência de uma

comunicação não hostil é ainda mais necessária, por isso Papa Francisco destaca a

importância de «falar» a verdade com misericórdia, fazendo isso com amor.

O Papa recorda que: “De modo particular nós, cristãos, somos exortados a guardar

continuamente a língua do mal (cf. Sl 34, 14), pois com ela – como ensina a Escritura –

podemos bendizer o Senhor e amaldiçoar os homens feitos à semelhança de Deus (cf.Tg

3, 9). Da nossa boca, não deveriam sair palavras más, «mas apenas a que for boa, que

edifique, sempre que necessário, para que seja uma graça para aqueles que a escutam»

(Ef 4, 29)”.

Os “agentes de comunicação” são chamados a rejeitar “expressões sensacionalistas e agressivas” e apostar numa comunicação que seja narração da “verdade com coragem e liberdade”. A crueldade pode envenenar os corações e intoxicar as relações, por isso precisamos que todos se esforcem para que a comunicação não provoque uma aversão que gere ódio e conduza ao confronto, mas ajude as pessoas a refletir calmamente, a decifrar com espírito crítico e sempre respeitoso a realidade onde vivem.


Santa Albertina, 18 de maio de 2023.

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