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Nova praça “Euplhy Jalles” terá fonte de R$ 607 mil

Orçada em R$ 1,5 milhão, obra inclui banheiros com sabonete líquido a R$ 162 mil e até lâmpadas de led embaixo dos bancos

Depois de terminada, daqui a aproximadamente oito meses (próximo da eleição municipal de outubro), a nova Praça Euplhy Jalles deve se revelar um dos lugares mais bonitos da cidade e se tornar referência turística. O início da obra depende apenas da emissão da Ordem de Serviço pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pode acontecer nas próximas semanas. Porém, o seu custo pode ficar alto demais para a população carente de veículos para transporte de doentes e outros itens básicos.

O jornal A Tribuna analisou o Memorial Descritivo da obra e o Quadro de Composição do Investimento, que estão disponíveis no site da Prefeitura de Jales. Junto com o cronograma e as plantas baixas, os documentos mostram detalhes de como o prefeito Flávio Pradi Franco (DEM) pretende gastar R$ 1.550.754,77 (Um milhão, quinhentos e cinqüenta mil e setecentos e cinquenta e quatro reais) em um único e ousado projeto.

O principal procedimento será a construção de uma fonte interativa musical que custará R$ 606.870,74 (seiscentos e seis mil e oitocentos e setenta reais). O valor é quatro vezes o gasto na construção dos polêmicos banheiros do comboio.

Segundo o secretário de Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Mobilidade Urbana, Nilton Suetugo, a fonte terá piso antiderrapante e um sistema de jato ornamental colorido que pode ser “É conhecida como fonte seca porque o tem o jato no piso e o piso pode ser usado quando ela não estiver ligada.Tem um sistema de jato colorido que tem música, dança (da água), mas pode ser usada como espaço livre para as pessoas andarem sobre ela quando estiver desligada”.

BANHEIROS COM SABONETE LÍQUIDO

Os novos banheiros da praça Euphly Jalles serão erguidos na margem da rua Treze, próximo de onde está o trailer do Carlão Lanches e custarão a bagatela de R$ 162.332,53. Eles incluirão saboneteiras para disposição de sabonete líquido, dispenser para rolos de papel e trocador no espaço feminino.

Segundo o projeto, o sanitário masculino terá dois vasos sanitários em louça branca, uma bancada com três cubas de embutir oval em louça branca e cinco mictórios com válvula de descarga em metal cromado com acionamento por pressão.

Em cada boxe, deverão ser instaladas papeleiras em ABS para rolão e na bancada entre os lavatórios deverá ser instalada uma saboneteira plástica tipo dispenser para sabonete líquido e ao lado da bancada do lavatório um dispenser toalheiro em ABS, para folhas de papel.

O sanitário feminino tem pouca diferença. Nele deverão ser instalados quatro vasos sanitários em louça branca, uma bancada semelhante à do masculino, e um tampo para o trocador. Também haverá saboneteira e dispositivo para papel higiênico, mas, obviamente não haverá mictórios. Também serão construídos dois sanitários especiais para pessoas com deficiência. Eles também terão saboneteira plástica para sabonete líquido e um dispenser toalheiro para folhas de papel. LANCHONESTES LADO A LADO A obra prevê luz de LED sob os bancos de concreto, instalação de iluminação ornamental e de espaços para quiosques de lanches em uma mini praça de alimentação localizada na margem da rua Doze, próximo de onde está o trailer do Olices Lanches. Não será construída nenhuma estrutura para as lanchonetes, mas apenas será delimitado um espaço para que os lancheiros que já estão na praça instalem as suas lanchonetes. A disposição das lanchonetes em cada um dos cinco espaços será feita através de sorteio. A transferência dos lancheiros para o novo espaço deverá ser o primeiro passo da obra, antes mesmo de iniciar a obra propriamente dita. Inicialmente a prefeitura deverá derrubar todas as árvores da praça, inclusive as localizadas na rua Doze e na esquina com a rua Onze. Todas as demolições de alvenarias, retiradas de guias, postes, árvores, entre outras, serão de responsabilidade da Prefeitura de Jales, bem como a remoção e destinação do entulho gerado. A seguir, os lancheiros serão transferidos e instalados no novo espaço. Só então, a praça será fechada com tapumes e a obra se iniciará efetivamente. Quem quiser continuar freqüentando as lanchonetes terá de conviver com as obras. Segundo o secretário de Obras, Serviços Municipais de Habitação, Manoel de Aro, haverá plantio de novas espécies de árvores, e em maior número, dentro da própria praça e em outras áreas do município, evitando que haja prejuízo ambiental. Apesar do custo aparentemente alto, a construção de uma concha acústica foi descartada por falta de recursos. O secretário explicou que somente esse dispositivo custaria R$ 3 milhões, por isso, foi descartado nesta etapa. “Vale ressaltar que o espaço destinado para sua implantação em uma segunda etapa será executado e a concepção inicial do projeto não foi modificada”. Além de preterir a concha acústica e de um espelho d’água previstos no projeto original, a prefeitura decidiu reaproveitar o piso de pedra portuguesa que será recomposto e reaplicado, ou seja, deverá ser executada uma limpeza com hidrojateamento e produtos químicos nas pedras, que serão retiradas e reassentadas sobre uma base de areia, devidamente compactada e rejuntadas com cimento comum. Ainda assim, a instalação de pisos e pavimentos vai custar R$ 388 mil. O padrão de energia existente na praça também será reaproveitado e todos os postes metálicos que forem retirados ficaram a cargo da Prefeitura de Jales. Eles serão substituídos por oito postes de aço cônico de 9 metros e treze postes em tubo de aço de 3 metros. Os bancos terão detalhes especiais. Serão instalados 25 bancos retos de concreto que terão iluminação de LED embaixo e outros 26 bancos curvos com floreiras, que terão custo de R$ 1.981,75 cada um. PREVISÃO DE GASTOS Niltinho Suetugo disse que a emissão da ordem de serviço pela CEF é demorada porque a obra é bastante detalhada e há muitos itens a serem analisados. Do total de R$ 1.550.754,77 previstos inicialmente, 74,24% (R$ 1.151.341,00) são referentes ao repasse do Programa Apoio a Infraestrutura Turística do Ministério do Turismo. Os outros R$ 399.413,77 (25,76%) se referem à contrapartida da Prefeitura Municipal de Jales.

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