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IMC de Rio Preto implanta marcapasso cardíaco fisiológico, que evita complicações, como insuficiênci


Marcapassos convencionais oferecem risco de até 20% de paciente terem doenças, como insuficiência cardíaca

Referência no Estado de São Paulo, o Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC, de São José do Rio Preto, realizou, pela primeira vez, o implante de marcapasso cardíaco fisiológico, na última sexta-feira, 15 de outubro. O procedimento consiste na instalação de um marcapasso semelhante aos já utilizados, porém o eletrodo (fio do marcapasso) em vez de estimular diretamente o músculo cardíaco é implantado diretamente no sistema elétrico do coração.

O marcapasso cardíaco fisiológico tem a vantagem sobre os dispositivos convencionais de não oferecer riscos ao paciente pós-procedimento. “Os estudos mostram que até 20% dos pacientes que utilizam o marcapasso convencional podem desenvolver doenças pela contração não-natural gerada pelo dispositivo, como, por exemplo, a insuficiência cardíaca. Já este marcapasso fisiológico que implantamos, ao estimular diretamente o sistema elétrico do coração, permite sincronia entre os ventrículos (câmaras cardíacas), evitando complicações futuras”, explicou o cardiologista e eletrofisiologista do IMC, Thiago B. Cury Megid.

Dr. Thiago Megid implanta o marcapasso em paciente de 84 anos, acompanhado pelo Dr. Wallyson Pereira Fonseca, na Hemodinâmica do IMC

Ele realizou o procedimento junto com o também cardiologista e eletrofisiologista do IMC Adalberto Menezes L orga Filho e do cardiologista Wallyson Pereira Fonseca, do Instituto de Arritmias Cardíacas, de São Paulo, em uma paciente de 84 anos, moradora de Monte Aprazível. Ela apresentava doença do nó sinusal, alternando frequência cardíaca baixa (bradicardia sinusal) e fibrilação atrial (arritmia localizada nos átrios, como são chamadas as câmaras superiores que coletam o sangue que vem do corpo e o bombeia para a câmara inferior do coração).

A paciente Apparecida Egydio teve alta hospitalar no dia seguinte ao do procedimento. Já em casa, sentada, ela disse: “Estou me sentindo muito bem, nem parece que tive um marcapasso implantado.”

“Antes de implantar o marcapasso, é realizado o estudo eletrofisiológico do paciente para, através de mapeamento, avaliar os parâmetros elétricos do sistema de condução e assim definir o local mais adequado para a fixação do eletrodo ventricular” explica Adalberto Lorga Filho.

Os primeiros estudos demonstraram grande benefício desta nova tecnologia em relação aos marcapassos convencionais e há grande expectativa de que o marcapasso fisiológico revolucione a estimulação cardíaca e que substitua futuramente outros dispositivos cardíacos, como o ressincronizador cardíaco. Grandes estudos estão em andamento e os dois cardiologistas do IMC estão confiantes de que em breve haverá mais avanços nesta área.

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