Citricultores de Jales farão pare de levantamento sobre greening no estado
- 8 de jun.
- 3 min de leitura
A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo está iniciando um novo
trabalho de combate ao greening. A partir de agora, profissionais
contratados e uniformizados irão realizar inspeção em cerca de 1200
propriedades localizadas nas regiões de Jales, Bebedouro, Itapetininga,
Marília, Mogi Mirim e Novo Horizonte. Eles estarão fazendo um
levantamento da incidência da doença nos pomares localizados nessas
regiões e atuarão divididos em seis equipes e terão a supervisão de técnicos
regionais das unidades da Defesa Agropecuária.
“É importante que todos os citricultores recebam em suas propriedades as
equipe de inspetores devidamente identificados. Esse trabalho será uma
importante ferramenta para o combate a esta doença tão prejudicial aos
pomares de São Paulo”, disse o engenheiro agrônomo Adão Marin, chefe
da Divisão de Defesa Sanitária vegetal da Secretaria de Agricultura.
Ao todo, serão realizadas aproximadamente 7.200 atividades focadas no
combate ao Greening/HLB e também de vigilância ao Cancro Cítrico.

LEGISLAÇÃO MUNICIPAL
O Projeto de Lei nº 16/2026, do Vereador Rivelino Rodrigues (PP), foi
aprovado por unanimidade, na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de
Jales nesta segunda-feira, dia 1º de junho. A propositura dispõe sobre
medidas de prevenção e controle da disseminação da praga HLB –
Greening, mediante restrição ao plantio da espécie murta e a erradicação
das plantas existentes em toda a cidade.
“A murta é uma planta hospedeira do greening. Suas folhas são tidas como
uma ‘maternidade’ para as larvas, que depois se desencadeiam pelo vento e
afins, até atingirem as plantas cítricas, especificamente a laranja e o limão.
E temos um local, aqui em Jales, com um grande número dessas plantas
[murtas], que é o Cemitério Municipal da Consolação. Precisam ser
erradicadas, infelizmente, para que nós eliminemos o criadouro do
greening”, disse Rodrigues na Sessão Ordinária.
Na propositura, o parlamentar detalhou que a murta é reconhecida como
importante hospedeira da bactéria associada à doença denominada HLB –
Greening, considerada uma das mais severas pragas da citricultura mundial.
O Art. 1º do projeto diz que “Fica proibido, no Município de Jales, o
plantio e o replantio de exemplares da espécie murta, em razão de seu
potencial de hospedeira da bactéria associada à praga denominada HLB –
Greening, transmissível pelo inseto vetor”.
ESTADO FLEXIBILIZA ERRADICAÇÃO DE POMARES
O Governo de São Paulo publicou na quinta-feira,28, uma resolução, que
atualiza os procedimentos para a prevenção e controle ao Greening. A
medida intensifica ações de vigilância, orienta municípios para o combate à
praga e flexibiliza a erradicação de plantas doentes.
A resolução do Governo de São Paulo trata da divisão municipal quanto à
incidência da doença. Municípios com até 10% de pomares contaminados
serão considerados de baixa incidência. Aqueles com mais de 10% serão de
alta incidência.
Monitoramento do Greening
Além disso, a publicação estabelece o monitoramento quinzenal do Psilídio
(Diaphorina citri), inseto vetor da doença. A medida vale para pomares de
qualquer idade e busca interromper o ciclo de desenvolvimento do ovo-
adulto do inseto.
“Há sinais importantes de desaceleração da doença, resultado de um
trabalho técnico permanente de monitoramento, fiscalização e orientação
aos produtores. A nova resolução atualiza a estratégia do Estado para
garantir mais eficiência no controle do HLB (nome técnico em inglês
do Greening), com equilíbrio entre proteção sanitária, sustentabilidade para
o produtor e competitividade da citricultura paulista”, disse o secretário de
Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Ainda, a publicação flexibiliza a erradicação de plantas doentes. Produtores
que possuem árvores adultas doentes, e que estejam em municípios com
alta incidência, não necessitam mais realizar a erradicação compulsória.
Nestes locais, a eliminação passa a ser exigida apenas para plantas novas,
de até três anos. Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação
permanece obrigatória para todas as idades.











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