Assembleia do Consirj termina sem acordo e Sindicato ameça pedir o sequestro de verbas em caso de novos atrasos salariais
- 2 de mar.
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A assembleia dos prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal de
Saúde da Região de Jales (Consirj), realizada na manhã desa sexta-feira, 27
na sede da entidade, não resultou em acordo. A reunião foi intermediada
pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Jales,
Santa Fé do Sul e Região, José Luis Francisco. Apenas os prefeitos de
Pontalinda, Mesópolis e Palmeira d’Oeste não enviaram representantes.

Os prefeitos concordaram com a alteração no rateio proposta pelo prefeito de
Jales para que o município fique responsável por 60% dos gastos do
Consórcio, com a garantia de que o município de Jales arcaria com o
eventual deficit que houvesse no final do exercício. Os integrantes também
aceitaram a proposta de parcelamento dos débitos atuais em 20 meses e a
garantia de que os repasses futuros serão feitos pontualmente.
O Consórcio rejeitou por unanimidade a proposta para que o presidente do
Consirj seja permanentemente o prefeito do município sede, ou seja, Jales.
Em seguida, o presidente do Consirj colocou em votação a eleição do
prefeito de Jales para presidência do Consórcio a partir de janeiro de 2027. A
proposta foi aceita por quase todos os presentes, com exceção do vice-
presidente do Consórcio, que votou contra, resultando na falta de acordo.
Como a assembleia terminou sem acordo para a eleição do futuro presidente
do Consórcio, o prefeito de Jales retirou todas as outras propostas
financeiras, encerrando a reunião.
O presidente do Sindicato alertou que pode acionar a justiça caso os
servidores do Consirj seja prejudicados com novos atrasos no pagamento
dos salários por conta da falta de acordo entre os prefeitos. “Podemos
acionar o nosso corpo jurídico para requerer o sequestro das verbas do
Consirj para garantir o pagamento dos servidores, que não podem trabalhar
o mês inteiro, sem ter a garantia do pagamento do seu salário integralmente
e em dia”.
José Luis Francisco espera que os prefeitos voltem a dialogar e uma solução
seja encontrada em breve.











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