Justiça faz audiência do caso de ex-tesoureira suspeita de desviar milhões da prefeitura de Jales


A Justiça realiza nesta quinta-feira (29) a audiência de instrução sobre o caso da ex-diretora financeira da Prefeitura de Jales (SP) que desviou até R$ 5 milhões dos cofres do município. Mais de 30 testemunhas de defesa e acusação devem ser ouvidas no fórum.

Érica Cristina Carpi Oliveira, a irmã Simone Carpi Brandt e o cunhado Marlon Brandt chegaram ao fórum acompanhados do advogado. O ex-marido de Érica, Roberto Santos Oliveira, já estava no local quando os outros três réus chegaram.

Além deles, 32 testemunhas de defesa e acusação foram convocadas para audiência de instrução e julgamento. Entre eles, o delegado e investigadores da Polícia Federal.

Em julho deste ano, depois da operação comandada pela PF "Farra do Tesouro", que identificou desvios milionários dos cofres da prefeitura, a ex-diretora financeira Érica Carpi foi acusada de usar dinheiro público para pagar contas pessoais e de empresas da família.

Érica e a irmã Simone respondem ao processo em prisão domiciliar. O ex-marido de Érica e o cunhado obtiveram o direito de ficar em liberdade. O Ministério Público denunciou os réus pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato, desvio e lavagem de dinheiro.

De acordo com o MP, os três sabiam dos desvios e também foram beneficiados. Por causa do grande volume do processo, número de testemunhas e de pessoas que vão ser ouvidas em outras cidades por cartas precatórias, as sentenças não devem ser divulgadas nesta quinta-feira.

O advogado de Érica, Simone e Marlon contesta as acusações e diz que os clientes não cometeram todos os crimes apontados no inquérito da PF. “Pleiteamos para a Simone e Marlon a absolvição porque não tinham ciência do fato, dos valores. A Érika confessa o peculato e pleiteamos a absolvição dela em organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica”, afirma o advogado Carlos Mello.

O advogado de Roberto Santos Oliveira disse que não vai falar sobre o assunto. Além dos quatro réus, a ex-secretária de Saúde e ex-chefe de gabinete Patrícia Albarello também é citada na ação por peculato culposo. Ela não teria participado diretamente dos desvios, mas quando ocupava o cargo de secretária, autorizou a abertura da última conta que Érica usou para fazer os desvios. Os advogados deles não foram encontrados.