PF Jales vai apurar suposto desvio de verbas no município de Dolcinópolis


A Polícia Federal (PF) de Jales vai analisar uma representação, formulada pela Prefeitura de Dolcinópolis, contra o ex-prefeito da cidade, por supostos danos ao erário. Uma funcionária administrativa também é alvo da representação, protocolada da Unidade de Jales, no dia 13 deste mês. A documentação foi enviada à Policia Federal porque envolvem verbas provenientes do Governo Federal. Entre os indícios de irregularidades (supostos desfalques) contra o ex-prefeito,que teria desaparecido da cidade, está em uma ata de registro de preços, do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Educação – FNDE para a aquisição de um ônibus escolar, com custo de R$ 139 mil.

Mesmo com o ônibus entregue há indícios de desvio do dinheiro para outra finalidade. Somente com restos a pagar, deixados pela administração anterior, os valores ultrapassam a R$ 1,5 milhão. Há ainda uma acréscimo de R$ 2.466,55 pelo Plano de Trabalho realizado pelo município de Dolcinópolis cujo convênio foi firmado com o Ministério da Saúde para a aquisição de equipamentos , o que foi creditado na contra do município a quantia de R$ 150 mil. Com a aplicação, houve o acréscimo de mais de R$ 2 mil.

Delegacia da Polícia Federal de Jales - Jales Notícias

Outra suposta irregularidade diagnosticada pela atual gestão,foi a compra de um veículo de passeio –transporte de equipe para cinco pessoas, destinado ao Centro de Saúde. O valor do carro, que constou na nota fiscal foi de R$ 34.700,00. O município teria efetuado apenas o pagamento de R4 31.430,00, com o dinheiro do convênio remanescente da contrapartida. A contrapartida, segundo a atual administração, não teria efetuado o pagamento da referida contrapartida.O veículo foi levado a uma concessionária em São José do Rio Preto para submeter-se a uma revisão funcional e técnica. No entanto, não buscaram o carro sem o pagamento da contrapartida e o município não resgatou o veículo, que ainda está estacionado na agência em Rio Preto. Há suspeitas que restaram uma quantia de mais de R$ 121 mil , com os acréscimos dos numerários cujo o valor teriam sido desviado a outras finalidades. Outra investigação apontada pela atual gestão, foi o repasse do Governo Federal, no ano passado, de R$ 65.170,95 para o custeio da merenda escolar . Segundo as apurações, teriam sido aplicados apenas R$ 47.7130,90. Os R$ 17.751,25 não teriam sido aplicados no setor da merenda. A União teria ainda enviado ao município R$ 4.592,42 ao transporte escolar. Do valor repassado, o município teria gasto apenas R$ 1.512,47. O remanescente de R$ 3.158,27, credita-se um suposto desvio de finalidade.

Já para o desenvolvimento do Programa de Atenção Especial à Família-, o PAIF, o Governo Federal repassou a quantia de R$ 126.232,43. Para a finalidade específica, o município, por meio dos ex-agentes públicos teriam ordenados despesas em R$ 58.960,92. O resto, R$ 67.255,66, teriam sido transferidos para outras contas. A atual administração não encontrou a outra parte do montante. Os representados administraram o município entre janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016.