Mesmo com nome limpo, consumidor jalesense poderá ter crédito recusado


A partir de 1º de setembro os consumidores que quiserem comprar a prazo no comércio de Jales precisarão não apenas ter o nome limpo. Também precisarão ter uma boa reputação.A partir dessa data, todas as consultas de crédito feitas através do sistema Acij/Boa Vista SCPC incluirão uma pontuação com base nas restrições de crédito que o cliente teve nos últimos 5 anos. O novo sistema de análise de crédito de Pessoa Física substitui totalmente o SCPC Integrado e os Relatórios Imobiliários, que deixarão de existir.

Segundo a Associação Comercial e Industrial de Jales (Acij) o sistema de SCORE (placar em português) é amplamente usado por grandes financeiras, lojas de rede e bancos.

O comerciante vai continuar fazendo o mesmo procedimento de consulta de crédito, mas, além de saber a situação cadastral do consumidor no momento da compra, vai poder avaliar um histórico de restrições. A reputação de bom (ou mal) pagador vai estabelecer uma pontuação que vai de 0 a 999, na qual será desejável ter o maior número de pontos.A decisão de vender ou não continuará sendo direito do comerciante.

“A consulta virá com um Score que dá uma pontuação ao cliente. Ela é formada com base na quantidade de restrições de crédito que o consumidor teve e no tempo que levou para saldar a dívida. Quanto mais alta melhor.Se estiver baixa, recomenda-se cautela nas negociações”, explicou Lucinéia Cristina Magri, gerente de serviços da ACIJ.

Além de mais segurança, o sistema também deverá proporcionar economia ao comerciante. Pelo sistema anterior, o comerciante pagava R$1,33 pela consulta SCPC integrada mais R$ 3,88 para incluir o Score. Com o novo sistema, que inclui as duas consultas,ele pagará metade do valor.

O resultado da consulta, porém, não é detalhado e o consumidor não precisa temer constrangimentos. “Não aparece o nome da empresa nem o valor da restrição, mas dá uma pontuação. Pode aparecer um ATENÇÂO se ele tiver tido problemas antes”.

Dependendo do pacote adquirido, a nova ferramenta poderá fornecer dados como a renda presumida do consumidor, participações em empresas, falências empresariais e sugerir se aprova ou não a venda ou até mesmo um limite para as parcelas.