Promotor eleitoral afirma: “A disputa eleitoral só se torna democraticamente perfeita com adversário


Chegou a Jales na última segunda-feira, 9, a campanha pela ética na política, contra o caixa 2 e combate à corrupção, organizada em âmbito nacional pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em janeiro.

O lançamento local aconteceu na sede da Associação Comercial e Industrial de Jales (ACIJ) e contou com presenças de autoridades dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e do Ministério Público, além do Fórum da Cidadania que é composto por 16 entidades da sociedade civil organizada, como sindicatos, associações, clubes de serviço, entidades filosóficas e a Diocese.

Campanha contra o caixa 2

Segundo o promotor eleitoral da Comarca, Anderson Geovan Scandelai, parabenizou o acordo firmado para a candidatura única, mas ressalvou que não haverá relaxamento da fiscalização das normais eleitorais por conta desse fato.”Nós esperamos que o pleito seja mais fácil, mas teremos uma disputa acirrada para vereador. A candidatura única evita confronto político e provoca um gasto financeiro menor”.

Scandelai disse que a democracia não está plenamente exercida com uma candidatura única, mas negou que ela seja antidemocrática.

“A disputa eleitoral só se torna democraticamente perfeita com adversário que represente a outra parte da sociedade, mas eu penso que vai ser mais fácil em termos de trabalho. Não entendo como antidemocrático. Isso é um consenso que eles, candidatos entenderam por bem. Eu tenho certeza que a socxiedade não está reprimindo esse acordo e espero que isso se reflita e resulte em benéfico para a sociedade., Que não seja só para a campanha, mas executados na administração em favor da sociedade”.

Ao final do evento, o candidato único a prefeito de Jales, Flávio Prandi Franco, e o seu vice, José Devanir Rodrigues assinaram uma carta de compromisso redigida pelo Fórum da Cidadania na qual se comprometeram a cumpri a ética, não recorrer ao caixa 2 na campanha eleitoral e á compra de votos.