Ser Feliz. Artigo semanal da Diocese de Jales

Érica Pereira Navarro Betete Secretária Administrativa e Pastoral da Diocese de Jales A felicidade é anseio de todo ser humano, é um percurso árduo que merece toda nossa atenção, pois vivemos um momento de grande adversidade. Como é possível ser feliz em tempos de pandemia? Na maioria das vezes a felicidade é algo momentâneo, ou seja, corresponde a “estar feliz”. As satisfações e realizações pessoais, tais como: o início de um relacionamento, a formação de uma família, a conclusão dos estudos, a conquista do emprego ou moradia, a vacinação (covid-19), a recuperação da saúde e até mesmo prêmios em sorteios e loterias são agentes mobilizadores para estarmos felizes. Mas, a felicidade pode ser algo permanente? O “ser feliz” faz parte da nossa essência e por isso se torna maior e mais profundo. Significa descobrir em nós mesmos uma força extraordinária, que muitas vezes não sabemos que existe. Perdas, tristeza, decepção, magoa e solidão tornam difícil a percepção de que a felicidade está dentro de nós. Mas, quando nos damos conta que as dificuldades passam, o “ser feliz” ressurge, como agente impulsionador que nos leva a lutar, insistir, persistir, aprender, ensinar, evoluir e vencer. Como, então, despertar o “ser feliz” que existe em nós? E, como trilhar o caminho da felicidade? Muitos se destacam, por conseguirem demonstrar às outras pessoas como “ser feliz” e se tornam fontes transformadoras de vidas e exemplos a serem seguidos. O maior deles, em todos os tempos é Jesus, o Filho de Deus, também chamado “Filho do Homem” que assumiu a condição humana em toda sua plenitude. É na existência dele e em seus ensinamentos, tais como, gratidão, aceitação, perdão e compaixão, que estão todas as respostas para a felicidade permanente. Ser grato é mais que um ato de cortesia, é reconhecer que muitas vezes recebemos bem mais do que necessitamos ou merecemos, assim como diz Jesus: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado”(Mt 11,25-26). Aceitar é entender que nem tudo é como queremos, como gostaríamos que fosse. É considerar que algumas coisas e situações acontecem fora do nosso controle, que estão além do nosso alcance. Jesusnos mostraisso orando: “Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua”(Lc 22,42). Perdoar é um ato de coragem e decisão. É superar rancores e mágoas causados por outras pessoas e por nós mesmos. É um ato de amor que cura, como na oração do Pai Nosso:“perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam”(Mt6,12).

Compadecer é um ato de desprendimento e amor. É voltarmos nosso olhar às necessidades do outro, nos colocarmos no lugar dele e fazermos o que estiver ao nosso alcance para transformar a vida dele para melhor, a exemplo do Cristo. Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: "Eu quero, sê curado."(Mc 1, 42). Portanto, cuidemos uns dos outros, que façamos parte de iniciativas coletivas de proteção à vida, sem esquecermos de nós mesmos, porque é isso que torna possível, “sermos felizes”, mesmo em tempos de pandemia. Jales, 21 de janeiro de 2021.

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